quarta-feira, 3 de abril de 2013

CONFIAR EM DEUS



“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. (Provérbios 3.5).

Quando não nos estribamos no nosso próprio raciocínio, temos a disposição de entender e aceitar que: “A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável”. Partindo deste princípio, devemos confiar que um NÃO de Deus representa o seu cuidado muito especial por nós, pelo fato de que só Ele sabe o que realmente é o melhor para nós.

Quando foram prender Jesus, Pedro tomou a espada e feriu um dos algozes, mas Jesus o repreendeu e disse: Você acha que Eu não posso pedir a meu Pai, e Ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26.53). Jesus estava dizendo que escolhia fazer a vontade do Pai, apesar de ter consciência do cálice amargo que deveria sorver a fazer a sua própria vontade. Jesus entendia que o plano de Deus era perfeito pra a vida dEle, porque tinha sua extensão para toda a eternidade. Deus trabalha nas nossas vidas visando a nossa eternidade.

Opostamente, Adão e Eva escolheram em seus corações ouvir a voz da serpente, cobiçando conhecer, assim como Deus, o bem e o mal. Em seu pecado pensaram que se tornariam independentes para decidirem os seus próprios caminhos. Terminaram envergonhados voltando para o colo de Deus.

Exemplo de confiança em Deus: “Fiz calar e repousar meus desejos, como criança desmamada estão em mim meus desejos”. (Salmo 131.2).

Depois de uma boa mamada a criança farta dorme tranquila nos braços da mamãe. Ela não tem medo de que em um descuido da mãe ela possa cair; ela não teme se ao acordar lhe vai faltar leite, banho, roupinha limpa, colônia, carinhos, proteção, ao contrário, ela repousa. Ao despertar, ela pode dar um largo sorriso para a mamãe ou chorar indicando que necessita algo, e a atenta mãe logo procura atendê-la. 

Davi, simplesmente, apesar de todas as suas adversidades, podia repousar a sua alma nos cuidados de um Pai sempre atento. Quando ele estava sendo, sem culpa, perseguido por Saul, sua vida sempre “lhe parecia” estar a um passo da morte. Mesmo assim, ele exprimiu sua confiança no cuidado de Deus quando clamou: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades”. (Salmo 57.1).


No caminho de Emaús dois discípulos desolados comentavam: “mas nós esperávamos que era Ele que iria trazer a redenção de Israel”, mas já se passaram três dias desde a sua morte...” (Lucas 24.21) No entanto, Jesus caminhava lado a lado com eles e o seu coração doía com a incredulidade deles diante das suas promessas, apesar de haverem presenciado tantos milagres feitos por Ele, e conhecido a coerência das suas pregações com o seu viver. 

Somos diferentes? Não! Custa-nos confiar quando os dias se passam e não vemos sequer uma mãozinha em forma de nuvem, destacando-se em um céu de sol causticante, puramente anil. Ficamos apavorados e ainda que não saibamos o que fazer, não pomos os nossos olhos no Senhor como fez Josafá : 

“Ah! Nosso Deus, [...] porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”. (2 Crônicas 20:12).


Precisamos deixar Deus agir, lembrando que para Ele não existe limite de tempo, de horas; não existem montanhas irremovíveis, portas que não se abram; tempestades que não se dissipem; recursos econômicos esgotados; enfermidades incuráveis; mortos em decomposição que não possam ser ressuscitados; feridas não cicatrizáveis; e muito mais. Ele é o Senhor da vida, tem em suas mãos o poder para operar milagres e trabalha para aqueles que nEle esperam e confiam. Se não está em nós o poder de realizar, chegou a hora de, simplesmente, contar com Ele.


Por Guiomar Barba.



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