sábado, 29 de junho de 2013

O MEU DEUS É DEUS DO IMPOSSÍVEL


“Não há limite para o seu poder agir,” são frases da canção que conhecemos e que cantamos em discurso de fé que nos anima a crer que todos os nossos problemas, necessidades e limitações terão soluções sobrenaturais extraordinárias conforme muitas narrativas dos textos bíblicos.

Sob nenhuma hipótese duvido do agir maravilhoso, extraordinário e sobrenatural de Deus nos nossos dias, mas tenho estado cada vez mais convencido que esse agir, muitas vezes, não é percebido, testemunhado ou qualificado como uma grande obra de sua poderosa mão por causa do modus operandi e dos resultados muito diferentes do que aceitamos como proveniente do seu agir.

Refletir novamente sobre esse tema, nessa perspectiva, tem haver com uma reportagem que assisti a qual me deixou alegre por entender que um cego voltar a enxergar como resultado de cura milagrosa nem sempre seria tão especial como a manifestação da graça de Deus sobre um homem cego dotado de dons, talentos e capacidade de trabalho de fazer inveja a qualquer pessoa sem deficiência alguma.

Lembro que já abordamos o tema sob outra ótica quando assistimos o vídeo de Nick, aquele moço que nasceu desprovido de braços, mãos, pernas e pés que vive sua vida e faz coisas impossíveis para nós.

No caso aqui, a reportagem descobriu no interior do Maranhão um chefe de família que ainda na infância foi acometido por uma doença que o privou da visão. Não consegui gravar o nome dele ou a cidade maranhense onde reside, fiquei, contudo impressionado com seu talento e capacidade de estar resolvido e ativo desempenhando uma profissão aparentemente impossível para um cego. Ele é a grande benção para os municípios que necessitam de um eletricista ou mecânico de veículos leves e pesados.

Desde cedo acompanhava o pai, insistentemente no expediente da oficina em que trabalhava; e apalpando as ferramentas, peças, sentindo o cheiro e ouvindo os ruídos se capacitou na escola prática a superar sua deficiência e de modo incrível ser capaz de prover o sustento de sua família.
Privado da visão desenvolveu a habilidade também de encontrar soluções para as dificuldades diárias de todos os que o procuram, como testemunhou sua esposa.

Graças a Deus por tão grande milagre e porque podemos crer em que os nossos corações sejam inclinados a uma fé também de atitudes.

No Senhor Jesus Cristo. Pr. Jair Rocha.





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2 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Uma coisa podemos dizer. Um milagre não é um fim em si mesmo. Por isso, costumo entendê-los mais como sinais.

Sempre que lembro dos milagres registrados na Bíblia, sou levado a um confronto com os meus valores e com a minha experiência de vida cristã. Sou desafiado não só a crer no poder de Deus, como no seu amor e nos seus propósitos para cada indivíduo.

Quando leio a Bíblia, vejo os milagres como um recado de Deus sobre uma obra muito mais ampla do que simplesmente curar instantaneamente alguém ou ressuscitar um morto. Depois de ter vivido imaturamente a minha fé durante algum tempo na adolescência, passei a ver como ensinamentos cada um dos sinais extraordinários que Jesus realizou durante o seu ministério, afim de que prestemos a atenção num propósito maior de Deus para a humanidade, o principal recado do Evangelho.

Vejamos, pois, a ressurreição de Lázaro. Uma indagação que talvez esteja na cabeça de todos nós é se algum dia Lázaro tornou a morrer. O próprio texto do Evangelho de João diz que os judeus pensaram em matar a Jesus e a Lázaro, sendo que de fato ambos morreram um dia. Jesus ressuscitou, mas Lázaro hoje aguarda em seu túmulo uma ressurreição definitiva que o livre de uma vez por todas da morte. E, deste modo, creio que tanto a ressurreição de Lázaro quando a do filho da viúva de Naim apontaram para um futuro onde as pessoas não mais vão morrer e nunca mais haverá choro, pranto ou dor.

Outra questão que podemos incluir sobre o tema tratado neste texto é se os milagres são capazes ou não de gerar fé nas pessoas? Porém, a Bíblia mostra que não. Uma das partes mais incríveis do Evangelho de João é aquela do verso 37 do capítulo 12:

“E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele”.

Já no Antigo Testamento, quando o povo de Israel estava atravessando o deserto, após terem sido libertados miraculosamente dos egípcios, atravessado a pés enxutos o Mar Vermelho, visto com os olhos a manifestação da presença de Deus na nuvem que os seguia de dia e na coluna de fogo à noite, terem se alimentado do maná e bebido água da rocha, o próprio Deus se queixou daquela geração:

“Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (Números 14:11)

Pois é. Milagres seriam até dispensáveis para a fé e, quando Deus não permite a manifestação deles, também deve ter propósito aí.

Abraços.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Aproveitando o que o autor falou sobre o caso do homem no Maranhão, gostaria de ressaltar um grande milagre que tem ocorrido atualmente. Trata-se das curas mais recentes da ciência para que cegos possam enxergar e paralíticos andarem com auxílios tecnológicos incríveis.

Não seriam tais inovações um fruto maravilhoso do Evangelho de Cristo para que nos importemos com a condição do próximo buscando reintegrá-lo na vida em sociedade?

De certa maneira, os milagres de Jesus simbolizavam isso numa época em que a teologia dos fariseus e mestres da Lei consideravam as pessoas enfermas como se estivessem expiando pecados. Daí Jesus ter dito ao paralítico de Cafarnaum que seus pecados estavam perdoados.

Graças a Jesus, o planeta mudou radicalmente e ainda vai melhorar mais pois o Reino de Deus nos é chegado.

Paz!

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