sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

DIZER SIM A DEUS É TÃO DIFICIL



O escritor Jim Hohnberger, no seu livro "Fuga Para Deus", baseado em suas profundas e abundantes experiências com Deus, escreve: "O evangelho é muito simples. É só uma questão de dizer "sim" para Deus e "não” para o próprio eu. Isto é a fé que opera”.
Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas Me seguem." (João 10:27).

Realmente o evangelho é muito simples e cumpri-lo só nos traria alegrias, paz, segurança, felicidade; no entanto, temos um grande e terrível inimigo, o qual tem seus caprichos e vontades cultivados desde a nossa mais tenra idade, que não para a guerra insana de não abrir mão do que entende serem seus direitos. O apóstolo Paulo conviveu com esta dicotomia e, portanto, descreve: "Pois a carne (EU) deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne(EU). Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. (Gálatas 5:17).

 Parece-nos simples a solução desta questão: se eu desejo, luto para obedecer, mas não consigo, que culpa tenho?  No entanto, o mesmo Paulo nos adverte: "a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo." (Romanos 8:7).    


Que fazer então?


A vitória de Jim estava no que ele acreditava: "Fugir para Deus é simplesmente submeter continuamente todas as nossas escolhas a Ele, até que os hábitos se transformem em caráter e sejamos inteiramente dEle" .
  

Como?


"Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” (Colossenses 3:5).
                          
Todos nós sabemos que esta não é uma tarefa fácil. Muitas vezes estamos tão desgastados emocionalmente para lutarmos contra a férrea vontade do nosso Eu que nos entregamos aos seus caprichos. Em outras ocasiões nós mesmos endurecemos o nosso coração, nos rebelamos contra a vontade de Deus que é "boa, perfeita e agradável para as nossas vidas" (Romanos 12.2b), e decidimos fazer o que traz prazer para o nosso EU, embora não inocentes de que sofreremos as consequências das nossas escolhas equivocadas. É aquela coisa, sabemos que determinadas comidas nos fazem terríveis males, mas por um prazer tão passageiro, escolhemos agradar o nosso EU, através do nosso paladar.

Jesus nos deu o exemplo perfeito de submissão quando disse: "Não procuro a minha própria vontade, e sim a daquEle que Me enviou." João 5.30).

Jesus conhecia perfeitamente que a vontade do Pai implicaria em fazê-Lo beber um cálice de um amargor ímpar, assim, suas emoções foram plenamente perturbadas, a ponto de seu suor assemelhar-se a grandes gotas de sangue caindo sobre a terra (Lucas 22.44.) No entanto, Ele havia feito a sua escolha: "obedecer".


 “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim como tu queres". (Mateus 26:39).



Nosso corpo efetivamente necessita de alimentos diferenciados para vivermos. Cada parte do nosso corpo reclama por um tipo de vitamina, por sais minerais, por água, e nós procuramos satisfazer estas necessidades porque desejamos ser robustos, saudáveis. Da mesma forma o nosso espírito reivindica sua saúde. Os agentes para combater o nosso raquitismo espiritual estão expressos na Bíblia de forma bem precisa. Vivenciá-los está ligado à submissão à vontade de Deus, que adquirimos através da íntima comunhão com Ele.


Ainda no seu livro "Fuga Para Deus", o Jim escreve: "Os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho andai por ele." (Isaias 30.21). Ele quer conferir poder para a sua vida para que você esteja fora de alcance da própria carne, fora de alcance do mundo. Só quando o mundo puder ver que estamos salvos no presente, ao invés de salvos apenas do passado, é que nossas vidas demonstrarão que temos o poder de Deus, e não apenas uma forma de piedade. Em sua grande maioria, as igrejas de hoje perderam este poder, e esta é a razão porque muitos se afastam delas. As pessoas estão sedentas por um poder capaz de salvá-las delas mesmas, um poder que faça a sua vida aqui ser feliz. Eles querem mais do que promessas vazias de felicidade no porvir.

Dizer não ao nosso EU pode ser muitas vezes uma tarefa gigantesca, mas "Tudo posso naquEle que me fortalece. (Filipenses 4.13).

Por Guiomar Barba        




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3 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Graça e paz, minha irmã.

Sem que venhamos a confundir a vontade de Deus com a moral religiosa, creio mesmo que há uma grande luta com o nosso "eu".

Todavia, o mais importante é que recebemos de Deus a graça e a oportunidade do Criador para que acertemos o alvo. Temos em Jesus o bom exemplo que não pode ficar esquecido nas horas de tomarmos certas decisões importantes. Para tanto, vale aí a orientação de Paulo sobre "andarmos em espírito", o que, a meu ver, se traduz em vigilância, justamente a atenção que precisa ser dada afim de que as escolhas se façam conforme o princípio amoroso de Cristo.

Lendo este artigo, lembrei-me que Jesus poderia ter inventado mil e um argumentos para não ir para a cruz. Inclusive ter se baseado em preceitos bíblicos argumentando que Deus recusou o sacrifício de Isaque ou que fosse um dever dele escolher a vida. Porém, nosso Senhor sabia ser a vontade do Pai passar por aquela prova e, desde então, todo esse sistema penitencial fajuto foi desconstruído e o véu então se rasgou. Graças a ele, a humanidade foi liberta do obscurantismo sacerdotal podendo hoje se achegar a Deus.

Também no ministério, passamos por provas não muito diferentes. Quantas vezes um pastor não se sente atraído por igrejas maiores, com melhores recursos financeiros e/ou por cidades onde ele possa lecionar Teologia em algum seminário?!

Em nossa vida pessoal, em quantas não somos tentados buscar determinados atalhos que, na verdade, são caminhos enganosos que nos levarão a um abismo?!

Sendo assim, precisamos a todo momento refletir e meditar na Palavra de Deus como bem ensina o Salmo 1º.

Uma ótima semana, minha irmã.

Guiomar Barba disse...

Rodrigão,obrigada por trazer mais ensinamentos as nossas mensagens. Estou nesta luta, desejando ardentemente fazer morrer o meu eu.
Um feliz natal para você e a sua casa. Abraço.

Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz disse...

Igualmente, amiga, boas festas extensivo também aos seus familiares. Que Deus abençoe vocês!

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