sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DEUS CUMPRINDO A SUA PROMESSA SOBRE O NOSSO FILHO RENATO

                          
Vós sois   os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. (Khalil Gibran).

 “Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para uma terra que Eu te mostrarei.” (Gêneses 12.1).
 Faz mais ou menos uns nove anos, nós estávamos ministrando na Igreja do Evangelho Pleno, no ECEDE - Encontro de Crescimento e Desenvolvimento Espiritual, quando Deus nos usou para entregarmos mensagens individuais a alguns dos participantes. Entre eles veio o nosso filho Renato Barba Cavalcanti, ainda adolescente, deveria estar com quinze anos. Ao abraçá-lo, caímos os dois de joelhos chorando abundantemente. Era um misto de emoções: tristeza, saudade, temores, até que tive uma visão de um portal imenso, semelhante aos portais da Grécia antiga e via meu filho adentrando-o. Um mundo à sua frente
            Este portal é apenas uma ideia. Na nossa visão, ele era muito largo.

 
 Adverti-me dos perigos, dos envolvimentos terrenos, que pretendem envolver-nos plenamente, afastando-nos do mundo espiritual, transcendental, que realmente é eterno. Chorei temendo por meu filho, e perguntei a Deus: mas e a vida espiritual dele? A resposta foi clara: a escolha é dele. 

Os anos se passaram e aos 17 aninhos ele passou no primeiro vest
ibular, para administração de empresas. No segundo ano, depois de ter entrado na Empresa Júnior do seu curso, ele foi escolhido como diretor e logo após presidente. Aos 19 anos ele começou a trabalhar em uma pequena empresa de um querido amigo. Adquiriu experiências e logo depois, estava ele empregado na área administrativa da rede de supermercados GBarbosa, em Aracaju. Aos 23 anos nosso filho arrumava as malas, após ser transferido pela mesma empresa, para Salvador. Mostrando-se hábil, desenvolvendo com aptidão o seu trabalho, foi indicado para um novo desafio. No próximo dia nove de setembro, mês em que fará 24 aninhos, estará sendo transferido para Belo Horizonte, onde assumirá uma coordenação. Com muita alegria, cheio de gratidão a Deus, ele nos comunicou haver aceitado o convite para trabalhar em BH, e acrescentou: “Olha o que veio na minha cabeça agora: Anos atrás, no cultinho do Agnes, nossa despedida para a Bolívia, tia Carol me chamando lá na frente para cantar”:
Barquinho   http://youtu.be/6ZDKhOvqagY                                                                                
Grupo Logos
Vede! Cautelosamente vai, um barquinho a vagar;
e o vento que é o seu motor, não o deixa parar.
Minha vida é assim, também:
Não vive no mar, mas vive a vagar;
sou como um barquinho cruzador,
mas quem me conduz, é o Senhor.
Realmente nós nos mudamos várias vezes para cidades diferentes, após virmos, irmos e voltarmos de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, pátria do meu marido e Renato. Temos vivido literalmente soprados pelo vento, de um lado a outro, mas sempre na segurança da direção de Deus no nosso leme.

Lembro-me que, exatamente aos vinte e três anos, eu também sai de casa e fomos para Recife trabalhar na Federação das Indústrias, a convite de um dos diretores do órgão. Nesta época eu estava afastada do evangelho, mas conduzida por Deus, embora não estivesse percebendo. Fomos para Salvador, e ali tivemos um grande e profundo encontro com o Senhor. Muito pouco tempo depois, Deus nos conduziu para Belo Horizonte, para o Desafio Jovem Peniel, onde começamos oficialmente nosso ministério. Vendo agora meu filho trilhar os mesmos caminhos geográficos, fico a pensar: qual o propósito de Deus nesta trilha?
Posso dizer com alegria que nosso filho tem mostrado excelência em tudo que abraça. No trabalho, sempre obstinado em aprender mais e desenvolver da melhor forma as suas atribuições. Como filho, sempre acatando os conselhos paternos e vivendo intensamente as dores e as alegrias do lar. Como irmão, desde pequeno cuidava e se preocupava com o maninho. No namoro, tem sido aquele namorado dedicado, cuidadoso, carinhoso, sempre presente. No entanto, o que mais me emociona, é que ele tem buscado crescer espiritualmente e com dedicação. Estes dias ele me contou visivelmente emocionado que estava lendo o livro “Adoração”, do Asaph Borba, e que estava sendo profundamente visitado pelo Espírito Santo. Ele me disse que Jesus tem entrado no seu quarto enquanto ele adora. “E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mateus 28.20).
Eu estava preocupada porque ele vai morar em uma república onde os quartos são divididos, e não lhe seria possível viver estes momentos, sem incomodar o companheiro de quarto. No entanto, lhe comunicaram que estavam trabalhando no sentido de que ele tivesse um quarto para ele apenas. Ele respondeu que se fosse difícil, não haveria problemas em ficar no mesmo espaço com outra pessoa. Logo em seguida, recebeu um e-mail comunicando-lhe que ele teria um quarto só para ele. Não tenho dúvidas de que a pessoa responsável para alojá-lo ali, ainda que sem consciência do fato, foi usada por Deus para que Renato continuasse tendo os seus momentos de amor com o Pai. Com certeza suas devocionais serão momentos de profunda intimidade com a Trindade Santa.
A Deus toda a glória e a gratidão ao nosso filho, por ser um instrumento de alegria e orgulho para nós os seus pais e o irmão Daniel Barba.

Pela mami coruja, Guiomar Barba.












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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PECADO NA ERA PÓS-CRISTÃ







Num desses dias, alguém me perguntou como se deve proceder quando em pecado. Respondi o óbvio: arrepender-se. A pessoa contestou dizendo que o pecador também é vítima e precisa ser entendido como tal.
Essa me parece ser a discussão dos dias correntes: pecador ou vítima?
A Bíblia reconhece que qualquer pessoa pode ser vítima do pecado de alguém ou mesmo da conjuntura social, ou da estrutura politico-econômico-social, porém, não entende que isso possa justificar qualquer ato pecaminoso. Para a Bíblia todo ser humano é sujeito da e na história, principalmente, de sua história. Todos são pessoalmente responsáveis, ainda que possa haver atenuantes ou agravantes.
Para a Escritura Sagrada o que se pede do pecador é que se arrependa, isto é, que assuma o seu erro e a sua responsabilidade. Arrepender-se é aceitar a punição da lei. Um pecador arrependido é aquele que admite merecer a punição que a Lei de Deus prescreve para ele. Que, em última instância, é a morte: “A alma que pecar, morrerá” (Ez 18.4).
O Novo Testamento, entretanto, nos ensina que todo o pecador que se arrepender, isto é, todo o que admitir e confessar o seu pecado será por Deus perdoado, como ensina o apóstolo João (1 Jo 1.9). E, por ser perdoado por Deus, deve ser perdoado pelo ser humano a quem ofendeu. Entretanto, o pecador não tem como exigir o ser perdoado. O pecador pede perdão, mas, não o exige; pelo simples fato de que perdão não é um direito do pecador, é uma benesse do ofendido. Porque perdão é graça.
É verdade que o cristão não tem como não perdoar (Mt 6.12). Contudo, essa é uma questão entre a vítima e Deus. Além disso, o pecador não tem o direito de reclamar do sofrimento de que foi acometido como consequência de seus atos – no relacionamento ofensor e ofendido (isso não justifica o ofendido, caso sua reação seja pecaminosa). É a lei da semeadura: “Semeia-se vento, colhe-se tempestade” (Os 8.7). E é preciso que se diga que, por pior que seja o sofrimento que o pecado venha a provocar sobre o pecador, ainda é menor do que o Inferno ao qual ele fez jus.

Todo o que confessa o seu pecado será perdoado e restaurado por Deus (1 Jo 1.9). Porém, confessar é assumir a responsabilidade e admitir a justiça da punição pelo que fez. Ainda que a punição não virá pelo fato de já ter sido sofrida por Cristo.
Nesta época tal reflexão está se tornando impensável: porque vivemos numa era de vítimas. Hoje, não importa o erro que a pessoa cometa, ela é sempre vítima: seja da sociedade, seja da história, seja da economia, seja da política, seja das instituições, seja da família. Ninguém é culpado. Logo, como alguém disse: é uma época em que ninguém assume a responsabilidade, nem adia prazeres e nem se presta a sacrifícios.
Essa época é pós-cristã não porque não se fale mais de Deus (pelo contrário, provavelmente, poucas vezes na história se falou tanto de Deus), mas, porque não se fala e nem mais se admite a realidade do pecado. Esta é uma era onde não há mais pecadores, só há enfermos. É o auge do humanismo: o pressuposto de que o ser humano é intrinsecamente bom venceu; e, ora, gente intrinsecamente boa não peca, adoece. E doentes são vítimas.
O que ainda não se percebeu nesta presente época é que doentes não podem ser perdoados. Só pecadores podem ser perdoados. Logo, só pecadores podem ser restaurados; só pecadores podem ser tornados puros de toda a injustiça que cometeram. O que será dos que estão prontos para assumir que estão enfermos, mas, jamais que são pecadores? A probabilidade maior é a de continuar pecando cada vez mais e pior, contraindo, aí sim, uma doença para a qual não há cura: a voracidade de ser aceito de qualquer jeito, por julgar ter o direito de ser de jeito qualquer. Essa enfermidade coloca a pessoa a deriva dos mais grotescos apetites, tornando-a escrava dos instintos, que se tornarão cada vez mais irresistíveis. É a escravidão do pecado (Jo 8.34). E disso só se escapa quando, finalmente, a todos os pulmões o pecador confessa: “Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”.
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