terça-feira, 7 de janeiro de 2014

XIXI E CURA


"Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo". (1 João 1:3).



Meu coração agoniza em um desejo ardente de ver a Igreja de Cristo caminhando nos mesmos passos dos apóstolos. Pregando com ardor a mensagem da cruz. Crendo e realizando as obras que Jesus nos disse que devíamos realizar.

"Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. 'Fará coisas ainda maiores' do que estas, porque eu estou indo para o Pai". (João 14:12).

"E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas." "Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados". (Marcos 16: 15, 17,18).

Esta ordem de Jesus não foi dada a pastores, líderes ou a alguém que se crer "super crente", ela foi dada aos que reconhecem Cristo como o seu próprio Senhor e salvador e acredita que o seu poder não terminou com a sua ascensão. Vejamos um exemplo de que Ele prometeu e cumpre:


Estávamos em uma pequena cidade assistindo a um evento, meu olhar estava em uma casa, talvez a mais pobre da rua, eu queria determinadamente utilizar o banheiro daquela casa. Jamais poderia me ocorrer que eu estava sendo impulsionada pelo Espírito Santo de Deus. Eu amo profundamente este interagir do Espírito Santo.

Perguntei a uma senhora amiga se ela conhecia o pessoal daquela casa e se eu poderia usar o banheiro ali. Ela consultou uma amiga dela e voltando-se para mim, disse: “Vamos!” Chegamos à porta e percebi que havia um moço deitado no sofá e um senhor dentro da casa. Minha amiga perguntou em alto e  bom som, deixando que me vissem: “Ela pode fazer xixi no seu banheiro?” A resposta foi pronta, como é característico de gente simples e bondosa: “Pode!”

Ao entrar notei que a pobreza havia determinado seu espaço ali. O dono da casa trazia no rosto, uma expressão de muita dor. Preparava algo para o jantar. No corredor, escorada em um móvel, estava uma senhora bem jovem, gemendo enquanto passava a mão na sua barriga.
Percebi que havia muito o que fazer naquela casa. O casal tem quatro filhos pequenos e o dono da casa estava se desdobrando para lavar roupa, cozinhar, cuidar dos filhos e por certo trabalhar. Foi o que me contaram depois.

Quando atravessei o corredor para ir ao banheiro que ficava no pequeno quintal, parei diante daquela jovem senhora que alisava a barriga e lhe disse: “Você foi socorrida?" Ela respondeu que sim, mas os recursos em um hospital de uma cidade pequena, apesar da enorme movimentação de dinheiro ali, por ser um polo têxtil, são recursos miseráveis.

Meu coração compungiu-se de dor diante de todo aquele quadro de pobreza e doença. Eu lhe havia prometido que ao sair do banheiro oraria por ela. Pedi então, ao seu marido e a minha acompanhante que nos uníssemos em oração. Abracei aquela jovem senhora com todo o meu ser e em uma oração rápida, pedi a Deus que a curasse.
Sai dali, confesso, sem certeza de que Deus atendera a minha oração, mas fiz uma oração silenciosa: “Senhor, eu queria tanto que Tu atuasses como nos tempos de Jesus fazendo com que a cura fosse imediata...” Ao sair, ainda estava na porta da casa, quando fui convidada para jantar na casa de uma amiga, onde ia também a equipe que integramos. Estávamos na cozinha daquela casa, quando entrou um membro da equipe, que não sabia que eu havia orado por aquela jovem senhora e disse: “A mulher  falou que está se sentindo como uma menina!” Na minha incredulidade, quase gritei perguntando: “Ela foi curada?” A resposta me fez chorar de alegria, ela estava completamente curada!

O que mais me comoveu foi que durante o evento, uma pequena e linda garotinha, pediu para cantar uma música e cantou repetindo incansavelmente o estribilho da música, até então desconhecida para mim.

"Agora é só vitória, é só vitória 

A prova acabou, a luta foi embora
Agora é só vitória, é só vitória para mim. Agora é só vitória! Agora é só vitória! Agora é só vitória! Agora é só vitória...”

A garotinha repetia e repetia, parecia que estava determinada a não parar se alguém não interferisse, mas a dirigente do evento, apta no seu ministério com crianças, deixou-a livre enquanto dançava por trás dela. Até que, sobre uma chuva de aplausos, a filha da mamãe que estava doente, voltando para casa, constatou que a dor da mãe havia acabado e então, era  "só vitória" contra aquela enfermidade. 
Eu não sabia que ela era uma dos quatro filhos daquele casal.

Eu entendo que nós precisamos crer com todo o nosso coração que: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam". (Hebreus 11:6).

Se tivermos fé nEle, Ele agirá, ainda que a nossa fé seja tão pequena quanto foi a de Gideão, pois mesmo sendo avisado por um anjo que ele iria derrotar os midianitas que oprimiam tão severamente a Israel, precisou que Deus lhe desse três sinais para que ele cresse.

 "E Gideão disse a Deus: ‘Quero saber se vais libertar Israel por meu intermédio, como prometeste.

Vê, colocarei uma porção de lã na eira. Se o orvalho molhar apenas a lã e todo o chão estiver seco, saberei que tu libertarás Israel por meu intermédio, como prometeste’. E assim aconteceu. Gideão levantou-se logo cedo no dia seguinte, torceu a lã e encheu uma tigela de água do orvalho.

Disse ainda Gideão a Deus: ‘Não se acenda a tua ira contra mim. Deixa-me fazer só mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a lã. Desta vez faze ficar seca a lã e o chão coberto de orvalho’.

E Deus assim fez naquela noite. Somente a lã estava seca; o chão estava todo coberto de orvalho". (Juízes 6.36-40).

Apesar destes sinais, o coração de Gideão ainda temia. No entanto, Deus não o tratou segundo a sua incredulidade, mas de acordo com a compreensão da nossa humanidade limitada e Seu imenso amor por nós, e disse-lhe:
 “Se você está com medo de atacá-los, desça ao acampamento com o seu servo Pura e ouça o que estiverem dizendo. Depois disso você terá coragem para atacar". Então ele e o seu servo Pura desceram até os postos avançados do acampamento.

Gideão chegou bem no momento em que um homem estava contando seu sonho a um amigo. "Tive um sonho", dizia ele. "Um pão de cevada vinha rolando dentro do acampamento midianita, e atingiu a tenda com tanta força que ela tombou e se desmontou".

Seu amigo respondeu: "Não pode ser outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, o israelita. Deus entregou os midianitas e todo o acampamento nas mãos dele.

Quando Gideão ouviu o sonho e a sua interpretação, adorou a Deus". (Juízes 7.9-11, 13-15a).

Hoje se induz os cristãos a terem fé na sua própria fé, surgem deste disparate, inúmeras profetadas, que têm levado multidões de pessoas a não acreditarem mais, nem mesmo nas verdades inabaláveis, em experiências comprovadas de pessoas sérias, equilibradas, que não se deixam embalar por ventos de doutrinas.


Todavia, DEUS NÃO MUDOU.
Por Guiomar Barba.








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