quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Qual a razão pela qual buscamos a Deus?



"Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.

 Quando a multidão percebeu que nem Jesus e nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus.
Quando O encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui? "
Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.”
Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. “Deus, o Pai, nEle colocou o seu selo de aprovação". (João 6:23-27).
A grande maioria das pessoas de forma assustadora vem se tornando presa das propostas e assédio de uma sociedade consumista, voltada para seus próprios interesses. No entanto, revendo a nossa história, entendemos que os espíritos do possuir, do poder, das disputas por ser o maior ou o melhor, da bajulação ao próximo por interesses, sempre estiveram permeando o ser humano, da mesma forma como permearam Lúcifer no céu.
Jesus, como profundo conhecedor do coração do homem, ao ouvir a pergunta: “Mestre, quando chegaste aqui?”, interpretou o significado real da interrogação, ao mesmo tempo em que, aproveitando a deixa, propôs: “Trabalhem pelo que é eterno”.
Uma lição de absoluto amor, de inteira espiritualidade, nos legou a asceta mulçumana ‘Rabia al Adawiya al Qadsiyya’, mais conhecida como “Rabia de Basra”, quando na sua plena devoção, com toda a sua alma, fez a seguinte oração a Alá: “Se eu te adorar por medo do inferno, lança-me no inferno; Se eu te adorar por causa do paraíso, exclua-me do paraíso; mas se eu te adorar por causa da tua face, não escondas de mim a Tua face.”

A Rabia, segundo pesquisei, abandonou uma vida desprovida do mínimo necessário, abandonando-se a miséria, para viver em profunda contemplação e adoração. Em contraste com tamanha entrega, hoje, numerosa multidão continua não mais na hipocrisia velada da multidão que fingiu procurar à Jesus, mas sim abertamente se amargura contra Deus, e até mesmo se afasta dEle quando Ele não lhe satisfaz os interesses.


Tiago nos convida a reconhecer as nossas culpas. Portanto, nos é devido olharmos para dentro de nós mesmos, reconhecermos as nossas misérias e cairmos prostrados diante do Soberano até que o Espírito Santo nos convença de todas as nossas injustiças. “Entristeçam-se, lamentem e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e Ele os exaltará.” (Tiago 4:9-10).
Deus nos chamou para sermos crucificados com Cristo, e esta crucificação implica situações semelhantes às que nos fala Paulo escrevendo a Timóteo: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2 Timóteo 3:12).

Lembro-me perfeitamente que a oração mais difícil que já fiz durante toda a minha vida e que só consegui completá-la após três dias de luta foi exatamente esta: “Quero ser crucificada com Cristo.” Simplesmente as palavras não saíam da minha boca. Eu agonizava sem conseguir orar. No entanto, facilmente podemos fazer esta oração se o nosso coração não for profundamente sincero em cumprir a meta.


Todavia, não podemos nos esquecer de que “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia.” (Provérbios 4:18).
Portanto, por mais sinceros que sejamos no nosso propósito, estaremos sujeitos a transgredir, embora conscientes de que o pecado não poderá ser uma constante nas nossas vidas, mas, sempre, um doloroso acidente.



“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. (1 João 2:1).

Procuremos a Deus pelo que ele É; pelo que Ele já fez por nós entregando seu único filho para morrer para o perdão dos nossos pecados; por toda a sua bondade e fidelidade que nos acompanham todos os dias da nossa vida; pelo seu amor intenso por nós, ainda que estejamos tão aquém de seu propósito de santidade para nós.


Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. (Lamentações 3:22).
Por Guiomar Barba.





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2 comentários:

Vagner Soares disse...

“De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.”
Ontem eu lembrei disso.
Recém convertido à Igreja Católica, participei de minha primeira Procissão. O que antes para mim era motivo de queda - pois julgava tal piedade dos católicos - se tornou motivo de crescimento! Pude entender, participar e amar tal gesto, de forma que já estou ansioso por participar da próxima que houver.
Orar com os pés. Submeter todo o corpo a um movimento de devoção mostrando ao Senhor que não resistimos clamar a Ele apenas com a boca e com o cérebro, mas com toda a carne que por muitas vezes se revolta contra Ele. Com um símbolo da Arca da Aliança à frente, pude sentir sensações do Rei Davi. Pude sentir o que os antigos sentiam quando faziam as romarias para ir às festas religiosas como as de Jerusalém. José e Maria; o próprio menino Jesus tomado aos seus cuidados e descuidados, que quando numa das procissões sumiu e fez os seus pais separarem-se da multidão para buscá-lo. Os registros nos contam como os judeus saiam em grupos caminhando, em movimento de oração e profunda devoção ao Senhor. Caminhar pelas ruas, olhando para a terra e para os céus enquanto reza... pés no chão, humilhação. “Entristecimento, lamentação e choro. Uma real troca do riso pelo lamento e da alegria pela tristeza. Humilhados diante do Senhor" (Tiago 4:9-10) e também dos homens que, num mundo onde os selfies e o zombar dos outros prevalecem, é quase inacreditável que uma tradição tão antiga possa ainda permanecer e beneficiar a muitos, ao passo que transforma a adoração de risos em adoração de lamentos e prolonga os sofrimentos de Cristo. Ó “filhinhos de Papai”, até quando permanecerão mancos?

Guiomar Barba disse...

Vagner, obrigada por vir ao nosso blog.

Eu não posso concordar com você sobre a forma de procissão, existe uma diferença abismal entre as procissões referidas no AT para as procissões feitas aos deuses que um dia foram tão humanos como nós. Veja as referências bíblicas e confira na Bíblia católica.

"Ajuntem-se e venham; reúnam-se, vocês, fugitivos das nações. Ignorantes são aqueles que levam de um lado para outro imagens de madeira, que oram a deuses que não podem salvar. Isaías 45:20

Erguem-no ao ombro e o carregam; põem-no em pé em seu lugar, e ali ele fica. Daquele local não consegue se mexer. Embora alguém o invoque, ele não responde; é incapaz de salvá-lo de seus problemas." Isaias 46.7.

Veja que a arca tipificava Jesus, perceba que no NT não se faz mais menção a arca.
"Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Hebreus 9.

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