segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

                                       BATISMO COM ESPÍRITO SANTO

Cumprindo a profecia de Joel que disse: “Derramarei do meu Espírito sobre ‘todos os povos’. O seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.” (Joel 2.28,29) Jesus ordenou aos seus discípulos dizendo: “Eu envio a vocês a promessa do meu Pai, mas fiquem na cidade (Jerusalém) até serem revestidos do poder do alto”. (Lucas 24.49).

Podemos entender perfeitamente que Jesus não estava tratando do dom do Espírito Santo que está em nós, a partir do momento em que nos convertemos, do qual nos ensina Paulo: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a ‘garantia’ da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória". (Efésios 1.13,14). Se assim fosse, visto que eles já tinham crido, Ele não teria mandado os discípulos ficarem em Jerusalém até que viesse sobre eles o batismo com o Espírito Santo, do qual falou também João Batista:  “...Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo”. (Mateus 3.11b).

Em Atos, temos uma descrição precisa sobre o batismo com o Espírito Santo: “Chegando o dia de pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava.” (Atos 2. 1,4).  
                                                                                                     
É bem claro que o barulho foi grande e as “coreografias” não comuns, tanto que os discípulos foram acusados de estarem embriagados, e não por falarem em outras línguas, porque ninguém é tomado como poliglota por estar embriagado.
 Sabemos que as línguas estranhas não caracterizam o batismo com o Espírito Santo. As línguas são um dom, entre muitos outros dons. Mas entendemos que o batismo capacita o crente com poder para testemunhar, segundo falou Jesus: “Mas receberão ‘poder’ quando o Espírito Santo descer sobre vós, e serão minhas testemunhas...” (Atos 1.8)

Vale reforçar que este derramamento do Espírito não se trata do penhor que recebemos na nossa conversão: “...E, se alguém não tem o Espírito de Cristo (penhor) , não pertence a Cristo.” (Romanos 8.9b). Como também, nos diz Paulo, na carta aos Efésios segundo citamos acima, no segundo parágrafo.

 Infelizmente, por falta de um melhor exame bíblico, muitos acreditam que o pentecoste ficou para trás, outros acreditam que só são batizados com o Espírito Santo os que falam em línguas estranhas ou em mistérios. Vamos “berear”?

Jesus nos diz: “Vão pelo ‘mundo todo’ e preguem o evangelho a todas as pessoas... Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu Nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes e eles ficarão curados”. (Marcos 16. 15-18).

O autor do livro de Atos nos conta que Paulo, encontrando alguns discípulos de João, lhes perguntou: “Vocês receberam o Espírito Santo ‘quando creram’? Eles responderam: “Não, nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo”. (Ora eles já tinham o selo, a garantia, o penhor do Espírito) Paulo prossegue: “Então, que batismo vocês receberam? “O batismo de João”, responderam eles. Disse Paulo: “O batismo de João foi um batismo de arrependimento. Ele dizia ao povo que cresse naquEle que viria depois dele, isto é em Jesus. Ouvindo isso, eles foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar. (Atos 19. 1-7).

Apesar de que, a conversão de Paulo tenha se dado depois do pentecoste, ele tinha consciência, por experiência própria, da necessidade de que o converso fosse batizado com o Espírito Santo porque é a fonte de poder para sermos testemunhas de Cristo.
Muitos procuram respaldar sua doutrina de que o batismo foi para aqueles dias, citando: “O amor nunca perece; mas, as profecias desaparecerão, as línguas, cessarão; o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte, profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13. 8-11).  

Compreendemos que Paulo compara o nosso então entendimento espiritual, ao conhecimento normal de uma criança com relação à sua idade. Ou seja, ela percebe a vida com olhos de criança e age conforme a sua percepção, mas quando ela ficar adulta suas atitudes serão de uma pessoa adulta. Usando esta analogia, ele está dizendo que conhecemos as coisas de Deus em parte. Deixando óbvio que os dons só desaparecerão quando o nosso conhecimento se tornar completo. O que só acontecerá exatamente quando estivermos definitivamente com Jesus. Paulo nos deixa nítido o seu pensamento quando diz: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.” (1 Coríntios 13. 12).

Entendamos bem, a última parte do versículo: “... então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.” No tempo presente, nós conhecemos Jesus como somos conhecidos por Ele? Claro que não! Sabemos que, enquanto conhecermos apenas em parte, necessitamos dos dons para a unidade, edificação e crescimento do corpo, como nos diz Paulo tratando da diversidade dos dons: “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, ‘visando ao bem comum’.” (1 Coríntios 12.7).

Não há dúvidas, os dons são repartidos pelo Espírito para edificação da igreja, enquanto ela permanecer neste mundo. Se vamos rejeitar os dons de línguas, profecias, visões que estão listados juntos com aqueles que apreciamos tanto, como a palavra de sabedoria; a palavra de conhecimento; dom de prestar ajuda; dom de administração; estaremos selecionando os dons segundo a nossa fé e não, nos submetendo a sabedoria do Espírito Santo. “Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Coríntios 12. 4-6).

É interessante percebermos que os judeus cristãos também tinham seus preconceitos quanto ao derramamento do Espírito Santo e as suas ações. Quando na casa do Cornélio, Pedro estava pregando e o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra, e eles começaram a falar em línguas, “os judeus convertidos que foram com Pedro ficaram admirados que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios.” (Atos 10. 45).
   
Entendemos que diante da anarquia de uma grande parte das igrejas neopentecostais, diante da falta de sabedoria da maioria das igrejas pentecostais, principalmente sobre os dons de ‘profecias e das línguas’, milhares de pessoas têm ficado confusas e incrédulas com relação ao batismo com o Espírito Santo. Mas a Bíblia é bem clara com alusão às atuações do Espírito e quanto às profecias. 


A questão com falsos profetas vem desde o antigo testamento. Já haviam profetas que faziam comércio do dom recebido por Deus. Um caso bem conhecido é o do profeta Balaão, que se vendeu a Balaque, rei de Moabe para amaldiçoar o povo de Israel. (Números 22. 5-32) 

O teste bíblico é: “... Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor? Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele.” (Deuteronômio 18. 21, 22).


Além do mais, toda profecia tem que estar embasada e respaldada na Palavra e seja qual for a mensagem, Deus se encarregará de confirma-la.

Enchei-vos do Espírito Santo.” (Efésios 5.18).

Por Guiomar Barba.



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