sábado, 28 de maio de 2016




SALVEMOS OS NOSSOS JOVENS CRISTÃOS

“Jovens eu vos escrevi porque sois fortes e tendes vencido o maligno.”

Olho para os nossos jovens, vítimas das propagandas que estimulam as relações sexuais ilícitas, a lascívia, os vícios, a violência, a homossexualidade e meu coração geme numa poderosa impotência. 

É doloroso sabermos que parte das igrejas tem albergado no seu seio o mesmo estímulo quando covardemente, ou por interesses quantitativos e não qualitativos, omitem o significado dos ensinamentos sagrados: “Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8. 13,14).

Na mesma versão de clubes sociais, estas igrejas procuram manter os jovens coesos com atividades como tocar no louvor, participar de teatros, bandas, passeios, retiros, musicais, comemorações, evangelismos, etc., no entanto, sem oferecer estrutura na Palavra, todas estas atividades não passam de puro entretenimento, em vez de um serviço para o engrandecimento e desenvolvimento do Reino de Deus. Haja vista a quantidade de jovens que mantém relações sexuais fora do casamento; que “ficam”; que são totalmente insubmissos aos seus pais; que usam um linguajar torpe; mentem; se vestem de forma provocativa; disputam namoro dentro da própria igreja, enfim, vivem como sal insípido, como luz sob a candeia.

Ouvi o depoimento de uma garota, estudante de uma universidade federal, testemunha de todas as formas de sexualidade públicas no campus. Ao procurar alguém para dividir um apartamento, lhe foi sugerido partilhar o apartamento com o seu namorado que já residia naquela cidade. Ela então respondeu que ele era seu ‘namorado’ e que não iria morar com ele antes do casamento. A resposta dela foi surpreendente para aquelas garotas que não escondiam as suas práticas sexuais promíscuas. Assumindo a sua diferença, ela se tornou um referencial de comportamento, uma conselheira especial. Quando em angústias, desilusões, suas colegas lhe pedem: “fale do seu Deus para nós, queremos conhecer o seu Deus”.

Esta garota não foi educada por seus pais na Palavra, pelo contrário, eles negligenciaram esta responsabilidade quando, por melindres, abandonaram a igreja. Ela, no entanto, apesar de muito jovem, determinou no seu coração não só ser membro da igreja, mas também vivenciar o evangelho de Cristo, tornando-se assim um instrumento de amor, de vida para jovens que fingem viver uma vida feliz, livre, sem fronteiras.

Nossos jovens têm enfrentado batalhas em todo contexto de suas vidas. Uma grande maioria sem suficiente base bíblica não sabe enfrentar os desafios de como manter pura a sua conduta. Outros por negligenciarem uma vida de intimidade com Deus não têm forças para resistirem aos apelos de uma sociedade corrompida pelo pecado. Terminam assim, enlaçados, vivendo uma vida dupla que não tem sabor.

 Constrangidos e receosos não buscam ajuda e isto, na maioria das vezes, por não conhecerem um líder, um pastor com quem possam abrir seus corações com confiança. Certo de que seu problema não sairá das quatros paredes do confessionário. Esta é uma triste realidade que podemos começar a mudar nos nossos lares. Se nos sentimos incapacitados para orientá-los, busquemos a sabedoria de Deus, a direção a qual necessitamos para tarefa tão difícil e que não deve, de modo algum, ser negligenciada.

Não podemos nos esquecer, no entanto, que os princípios básicos para uma vida cristã sadia, devem ser ministrados desde o útero materno. Sim, no ventre, onde as primeiras lições de amor, de cuidado, de atenção deverão ser prestadas com o temor do Senhor. Sem murmurações, sem queixas, sem mal humor. Entendendo que o bebê começa a receber as primeiras impressões da vida externa neste estágio.

Lembro-me perfeitamente quando eu estava grávida do nosso segundo filho, enquanto eu conversava com uma amiga, um sobrinho e o meu filho Renato, então com quatro anos, estouraram uma bomba na pequena sala do nosso apartamento. Muito preocupada com o nosso bebê, fui ao meu médico e contei a ele o ocorrido. A imediata pergunta dele foi: “O que a senhora sentiu? “Disse-lhe que havia tomado um grande susto.” Ele me respondeu que o meu bebê havia tomado o susto na mesma proporção que eu havia tomado.

Quando nosso filho já estava mais ou menos com três anos, percebi que todas as vezes que ele ouvia o barulho de fogos ficava na posição de ventre e chorava. Eu não me lembrava da travessura dos meus filho e sobrinho, portanto, comecei a pedir a Deus que me fizesse entender porque ele reagia daquela forma. Ele me trouxe a memória o episódio. Chamei meu filho e juntos contamos a Daniel a história da bomba. Renato lhe pediu perdão, oramos, nos abraçamos e então, daí por diante, tínhamos que cuidar do Daniel para que ele, já curado do trauma, não soltasse fogos com os amigos.

O seu jovem de amanhã é o seu embrião, a sua criança, o seu adolescente de hoje. Comece agora a gastar tempo de qualidade com ele, a investir na sua educação. Saiba dizer não sempre que necessário e jamais negligencie a coerência entre a sua vida e o seu discurso. O nosso modo de viver fala bem mais alto do que as nossas palavras.

“Pais, não provoqueis a ira aos vossos filhos”

Por Guiomar Barba
Correção: Daniel Barba.





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