domingo, 20 de novembro de 2016

                                              MARCAS REJEITADAS

         
                            MARCAS REJEITADAS

          Trago em meu corpo as marcas de Jesus. (Gálatas 6.17)

Karl Barth no seu livro Carta aos Romanos pondera: “A vocação é a única coisa que distingue o profeta do falso profeta, que estabelece a diferença entre Paulo e os sete filhos de Ceva.”  (Atos 19:13-16).

O que sinalizava esta diferença?
 
Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. (Filipenses 3:10,11).

Com a declaração acima, Paulo expõe, ainda, que o seu objetivo não era reinar sobre o povo de Deus como fazem os falsos profetas dos nossos dias, como bem descreve Calvino:

“Paulo contrasta as tramas dos falsos apóstolos com sua própria sinceridade, como se estivesse dizendo: “Para não serem compelidos a levar a cruz, então negam a cruz de Cristo, adquirem os aplausos dos homens com o preço de vossa carne e terminam conduzindo-vos em triunfo. Meu triunfo e minha glória, porém, se encontram na cruz do Filho de Deus”. Se os gálatas não estivessem ainda destituídos de todo aquele comum sentimento, porventura não deveriam ter detestado aqueles a quem viam se refestelando a expensas deles?”.

As marcas de Cristo tanto para os gálatas como para a maioria dos evangélicos dos nossos dias não têm nenhum sentido diante da promessa de que agora só nos resta, neste mundo, reinar, uma vez que Cristo, na cruz, já fez tudo por nós.

No entanto, Paulo continua seus “macabros” discursos:

“Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.” (Gálatas 6:14).

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7,8).

Calvino comenta: “E ele adiciona o oposto: e eu para o mundo”. Com essa expressão, ele quer dizer que o mundo era completamente sem importância e deveras absolutamente nada, porque a nulidade pertence aos mortos. De qualquer forma, ele quer dizer que, pela mortificação do velho homem, havia renunciado o mundo.”

“Pela fé, Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo.” (Hebreus 11:24,25).

O que iremos preferir, morrer com Cristo ou desfrutar das glórias deste mundo que jaz no maligno?

“Gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo é o mesmo que gloriar-se no Cristo crucificado, ainda que algo mais esteja implícito. Ele tem em mente a morte cheia de miséria e ignomínia, a qual Deus mesmo amaldiçoou; a morte que os homens contemplaram com aversão e vergonha; nessa morte, diz ele, me gloriarei, porque nela eu encontro perfeita felicidade. Pois onde o bem mais excelente existe, aí há glória. Mas, por que não também em outros lugares? Ainda que a salvação seja revelada na cruz de Cristo, onde fica sua ressurreição: Eis minha resposta: na cruz está contida a totalidade da redenção e todas as suas partes, mas a ressurreição de Cristo não nos afasta da cruz. E note-se bem que ele abomina todas as outras formas de glória como não sendo nada menos que uma terrível ofensa...” Calvino.

Por Guiomar Barba





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